segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Papeis das universidades que não são cumpridos: observações não consensuais



Sabemos que a universidade não é e nem deve ser uma entidade filantrópica, mas que é sua obrigação contribuir, intervir na realidade atuando, no mínimo, como disseminadora do conhecimento.
Ocorre, todavia, que no interior dessas instituições são instaurados, pelos seus profissionais, processos que restringem o acesso ao conhecimento, por diferentes fatores, dentre os quais, a propriedade intelectual exacerbada, temendo a cópia e preservando o ineditismo dos trabalhos realizados.
Poucos são os que entendem o sentido da doação na produção do conhecimento, somando-se o corporativismo e uma dose de preconceito, com posturas contraditórias ao pregarem algo e agirem de forma contrária.
A vivência particular nesse ambiente permite destacar atitudes corriqueiras. Como em toda sociedade, a aparência em detrimento da essência é o que predomina.
A formação de grupos fechados que não admitem a diversidade no agir e pensar é mesmo um câncer que legitima, por exemplo, a saída de um professor para pós- graduação que não sei por que razão é jubilado, sendo a ele oportunizado um segundo afastamento (integralmente) que ironicamente ainda é prorrogado.
Ou, por outro lado, professores carreiristas brigam por cargos de direção até adquirirem a estabilidade ou acréscimo no salário para sempre, quando passam a atuar perifericamente deixando de lado o empenho de outrora.
Além disso, grande parte dos profissionais não disponibiliza sua produção intelectual, impedindo a troca de ideias e consequente surgimento de novas.
Ao se tentar denunciar práticas mesquinhas como essas e tantas outras, taxam-se as pessoas de loucas, pondo-as a margem inviabilizando a carreira daqueles que despidos de malícias e estrategismos tentam agir.

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